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13/10/2014 – 11:41

Fonte: XVI CONEC 

A postura de assumir novas estratégias de negócios, abraçando nichos pouco explorados, pode alavancar os resultados das empresas corretoras de seguros, em especial daquelas muito dependentes da carteira de Auto ou com baixa rentabilidade. Essa foi a posição de executivos das seguradoras na palestra “Visão do mercado de seguros no novo cenário”.

Diante de uma conjuntura mais complexa e consumidores conectados e bem informados, sofisticar o relacionamento com o segurado e mapear suas futuras necessidades também podem resultar em maior lucratividade.

“O cliente está envelhecendo e precisamos ter a sensibilidade de compreender essa transição para garantir seu futuro de forma estruturada financeiramente e oferecer proteção”, diz o presidente da Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio, que projeta cenário bastante animador, colocando ao corretor um papel de protagonista para falar com novos potenciais segurados.

“Vivemos um momento de transição para o consumo, com a entrada no mercado de uma geração que não conheceu a inflação, e está disposta a segurar os bens que vai conquistar”, declara o executivo.

Atender ao novo público exige um perfil mais analítico do corretor, sublinhou o presidente da HDI, João Francisco. Ele apontou quatro estilos de segurados do produto Auto e suas atitudes comportamentais: entusiasmados, estrategistas, influenciáveis e negligentes. Cada um deles requer atenção diferenciada e conseguir enquadrá-los nos perfis pode fazer diferença para o sucesso no relacionamento entre corretor e clientes.

Já o presidente da Porto Seguro, Fábio Luchetti, enfatizou o papel empreendedor e de liderança do corretor para sustentar o crescimento do mercado nos próximos anos. “Mais de 90% dos seguros chegam por meio dos corretores. Por isso, é relevante esclarecer, orientar e acordar a população dos riscos”.

Uma das plataformas que já ajudam o corretor nessa tarefa, segundo o executivo, é o das redes sociais além da internet. “Mas ela (a internet) também pode ser uma ameaça se mal utilizada. A ferramenta precisa ser complementar e não substituta do trabalho do corretor”, afirma.

O futuro da corretagem também implica no fim da divisão entre online e offline. “Ou o corretor dinamiza a relação com o cliente, com presença ativa em todos os canais de distribuição ou está fora”, acrescenta o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella, que também demostrou otimismo para o mercado segurador. “Independente do ciclo econômico, o mercado continua com espaço de crescimento”, argumenta.

Também confiante com o futuro do País, o presidente da Tokio Marine, José Ferrara, ressaltou o foco em segmentos subutilizados pelos corretores, como o residencial, além dos produtos para PME (Pequenas e Médias Empresas), que ainda contam com baixa penetração. “O auto popular finalmente deve sair no prazo de três a seis meses, que deve incrementar 4 milhões de itens na base de automóveis segurados”, aponta o executivo, que reforçou a necessidade de atitude mais empreendedora dos corretores para explorar novos canais e desenvolver novos nichos.