A evolução do mercado de seguros em Mato Grosso do Sul e a necessidade de transformar novas oportunidades em ações constantes foram alguns dos temas abordados por Wagner Bisi, da Porto, durante o 13º Encontro Corretor Unido é + Seguro, realizado pelo SINCOR-MS em Campo Grande.

Bisi, que já havia participado de uma conversa com o SINCOR-MS meses antes sobre as oportunidades de expansão no Estado, avaliou de forma positiva o movimento dos corretores sul-mato-grossenses nesse período.

“Estou muito feliz de ver que, nesses quatro, cinco meses, corretores efetivamente têm aproveitado algumas oportunidades”, afirmou.

Segundo ele, a Porto tem buscado atuar de forma próxima aos corretores, utilizando equipes comerciais generalistas e especialistas para apoiar o desenvolvimento das corretoras. A proposta, explicou, é ir além da orientação e construir estratégias em conjunto com os profissionais.

“Não só falar para o corretor o que ele tem que fazer, mas sim dar a mão para o corretor e, juntos, buscar essa expansão nas corretoras”, destacou.

Da consciência para a ação

Na avaliação de Bisi, os corretores estão cada vez mais conscientes de seu papel como agentes de transformação na vida dos clientes. O próximo desafio, porém, é transformar essa percepção em uma atuação contínua.

“O nível de consciência do corretor com relação a ser esse agente de transformação na carteira, na vida das pessoas, também está muito mais presente. Agora talvez a nossa grande missão juntos seja transformar essa consciência em uma atitude constante”, afirmou.

O executivo chamou atenção para um comportamento que ainda pode limitar os resultados das corretoras: a falta de continuidade nas estratégias comerciais.

Segundo Bisi, alguns profissionais iniciam uma ação focada em determinado produto, mas interrompem o trabalho antes que a iniciativa alcance maturidade e gere reconhecimento junto à carteira e à comunidade.

“O que a gente sente ainda é que o corretor fica nesse esquenta, esfria. Começa a fazer uma ação muito forte de venda de um determinado produto e, muito antes de maturar essa ação, de ganhar visibilidade, se tornar um especialista não só na carteira, mas na comunidade, ele acaba esfriando”, explicou.

Para enfrentar esse cenário, a Porto tem trabalhado com ações de curto, médio e longo prazo, utilizando metodologia, tecnologia e disciplina para dar continuidade às estratégias.

“A gente tem feito é pegar a mão do corretor e criar ações a curto, a médio e a longo prazo, com alguma metodologia embarcada, também com alguma tecnologia embarcada e aí colocando disciplina em todo esse processo”, afirmou.

Inteligência artificial como novo colaborador

A inteligência artificial também esteve entre os assuntos discutidos no encontro. Para Bisi, um dos principais obstáculos para a adoção da tecnologia ainda é a percepção de que seu uso exige conhecimentos muito complexos ou a presença de um especialista.

Na prática, ele defende que o corretor comece de maneira simples e evolua gradualmente.

“Muitas vezes quem não está usando é porque coloca um nível de complexidade muito grande no processo, que acha que tem que sair da inércia por uma figura de um especialista na área. Não precisa”, explicou.

Durante sua participação no evento, Bisi propôs uma mudança na forma de enxergar a IA dentro da corretora: tratá-la como parte da equipe.

“O corretor precisa tratar a IA no seu negócio como um novo colaborador, como alguém que está vindo para o time para ganhar produtividade”, destacou.

A recomendação é começar pelas tarefas mais simples e, à medida que o profissional ganha confiança e experiência com a ferramenta, ampliar sua utilização para atividades mais complexas.

“Vai começar com atividades mais simples, menos complexas e, à medida que vai ganhando confiança, vai atribuindo atividades mais complexas, para buscar produtividade acima de tudo. Produção é consequência”, afirmou.

Marketing e geração de oportunidades

Outro ponto abordado na entrevista foi a estratégia de comunicação da Porto e como os corretores podem aproveitar as oportunidades geradas pelas ações de marketing da companhia.

Bisi destacou que a marca tem utilizado diferentes canais para ampliar seu alcance e manter o corretor no centro da comunicação com os consumidores.

Segundo ele, a estratégia inclui a presença em televisão aberta, grandes eventos e redes sociais, sempre reforçando a importância do corretor como profissional especializado.

“Quando a gente fala de TV aberta, a gente está falando sobre alcance. E toda e qualquer mídia nossa, a gente coloca ‘consulte o seu corretor’”, explicou.

Para Bisi, essas ações ampliam as portas de entrada para os profissionais e ajudam a colocar o corretor em evidência diante dos consumidores.

“Nós estamos abrindo várias portas em todas as famílias do Brasil, colocando o nome do corretor como especialista em toda nossa rede de produtos”, afirmou.

Ferramentas disponíveis para os corretores

O executivo também reforçou que os profissionais precisam utilizar de forma mais efetiva as ferramentas disponibilizadas pelas seguradoras para transformar as oportunidades de marketing e relacionamento em negócios.

Entre os recursos citados estão o GDO, a Promo Digital e a Academia Porto.

“O que a gente precisa é que o corretor, do seu lado, faça bom uso, utilizando o GDO, utilizando a Promo Digital, utilizando a Academia Porto, para que ele consiga gerar mais potência ainda na carteira de clientes dele e também na comunidade e na sociedade como um todo”, destacou.

Para Bisi, o aproveitamento dessas ferramentas pode fortalecer a atuação do corretor e ampliar sua presença junto aos clientes.

“Corretor, faça bom uso de todas as ferramentas, porque elas foram criadas para que você seja mais importante, mais relevante. Assim como o cliente está no centro das nossas ações, que o corretor esteja no centro da vida de todos esses clientes, com uma solução para toda e qualquer momento da vida deles”, concluiu.

A participação de Wagner Bisi reforçou a proposta do 13º Encontro Corretor Unido é + Seguro de promover a troca de experiências e aproximar corretores e companhias. A discussão mostrou que, além de conhecer novas ferramentas e oportunidades, o desafio para o profissional está em manter consistência, utilizar a tecnologia a seu favor e transformar conhecimento em ações capazes de gerar resultados no longo prazo.