26/11/2014 / Fonte: CQCS | Sueli dos Santos
A concorrência desleal, a venda casada, a guerra por preços, pessoas que exercem a profissão ilegalmente. Esses são apenas alguns dos desafios enfrentados pelos Corretores de Seguros. Os clientes “problemáticos”, as seguradoras que não são parceiras e por aí vai….a lista é grande.
Marcelo Gimenes, corretor em São Paulo, lembra ainda a escolha estratégica que o Corretor deve fazer: concentrar a produção em uma única Companhia ou pulverizar? “Tento concentrar a maior porcentagem da produção em algumas Companhias que possuem mais credibilidade, que me dão mais suporte, tanto comercial, quanto no dia a dia para solucionar diversas questões, como sinistros, por exemplo,”.
Tudo é desafio e deve ser pensado pelo Corretor de Seguros para tentar facilitar seu fluxo de trabalho. Por exemplo. Muitas vezes o Corretor opta por investir em um cliente vislumbrando futuros negócios e dá a ele um desconto maior. No fim, a aposta não se tornou realidade: o cliente não trouxe indicações, não apresentou novos negócios e ainda revelou-se um cliente complicado. O que fazer? Muitas vezes não há escolha: o Corretor vai ter de abrir mão desse cliente. O que pode parecer uma perda em um primeiro momento, pode significar a melhor opção.
Escolhas que na verdade são também formas de proteger o profissional de inconvenientes e riscos desnecessários. “Já abri mão de alguns negócios que certamente seriam um problema em caso de sinistro, seja por erro de perfil, coberturas inadequadas para um determinado risco com alta possibilidade de sinistro, o ganho por um negócio não compensa o risco”, revela Gimenes.
Proteção. O Corretor de Seguros é o profissional especializado em proteção. Mas ele se protege? O contrato de Seguros é baseado na boa fé, mas nem por isso o profissional deve deixar tudo nas mãos da providência. É preciso cuidado. No dia a dia, o Corretor pode e deve tomar medidas que possam evitar dores de cabeça. É importante que ele guarde todos os documentos envolvendo seus clientes e também os emails que atestam se o cliente entendeu uma informação recebida ou ainda um cálculo fornecido com base no perfil informado por esse cliente. Esse tipo de documentação pode ser muito importante em possíveis problemas em casos de sinistro.
Além disso, o Corretor não deve dar crédito ao ditado “casa de ferreiro, espeto de pau”. É importante que ele tenha um Seguro de Responsabilidade Civil. “O custo é baixo e cobre erro, imperícia e omissão”, alerta Marcelo Gimenes.